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10 Dicas Essenciais para você que vai abrir uma empresa

O momento da constituição é um dos mais importantes, se não o mais importante, na vida de uma empresa. Porém existe uma série de fatores que devem ser analisados com cautela antes de dar entrada no processo definitivo de abertura.

Relacionei uma lista com 10 dicas muito importantes no processo de pré-abertura da empresa. Considero que são essenciais e com certeza irão lhe ajudar a evitar problemas futuros.

1. Ramo de Atividade

O primeiro passo na constituição de uma empresa é definir quais serão os ramos de atuação, ou seja, quais atividades a empresa irá desenvolver.
Tendo clara essa ideia, é preciso analisar quais CNAEs (Código Nacional de Atividade Econômica) são os mais apropriados para o ramo de atividade.

2. Natureza Jurídica

A Natureza Jurídica ou Tipo Jurídico é a modalidade societária que a empresa irá adotar. Neste momento é preciso decidir se a empresa será uma sociedade, composta por duas ou mais pessoas, ou se atuará de forma individual, com apenas um titular. Feito isso é preciso verificar qual dos tipos jurídicos dentre sociedades e modalidades individuais é o mais adequado para sua empresa.

3. Certidão de Uso de Solo

A Certidão de Uso de Solo é o documento emitido pela Prefeitura autorizando ou não que determinada atividade seja exercida em um local/imóvel. Caso não seja permitido desenvolver a atividade naquele local, será necessário verificar junto à Prefeitura se existe algum procedimento para que seja liberada a permissão de uso; ou em último caso, será preciso encontrar outro endereço.

4. Conselho de Classe

Diversas atividades, principalmente as que caracterizam profissão regulamentada, estão atreladas aos Conselhos de Classe, que por sua vez exigem que a empresa seja registrada no órgão para que possa atuar de maneira regular. As regras e procedimentos variam de conselho para conselho, portanto é fundamental verificar se sua atividade envolve algum registro desse tipo e analisar as particularidades por ele estabelecidas.

5. Vigilância Sanitária

A Vigilância Sanitária (VISA) é o órgão responsável por fiscalizar se os procedimentos necessários para garantir a redução, prevenção ou eliminação de problemas relacionados à saúde estão sendo cumpridos. Geralmente as atividades relacionadas à saúde ou ramo alimentício, envolvem o registro neste órgão. É preciso ficar atento nesse aspecto também no que diz respeito ao imóvel em que a atividade irá se estabelecer, pois em alguns casos, a Vigilância Sanitária entende que o local pode não ser apropriado para se exercer algumas atividades.

6. Razão Social

É a formalização do nome que a empresa irá adotar. É preciso pesquisar se a razão social pretendida ou alguma muito próxima já está em uso, pois isso impedirá o registro no órgão competente.

7. Capital Social

É o montante inicial que será investido para que a empresa comece a funcionar. Para defini-lo é fundamental a clareza nos gastos iniciais e projeção de quando efetivamente se pretende começar a ter lucro.

8. Planejamento Tributário

O planejamento tributário é fundamental para toda empresa, pois é por meio desta ferramenta que será definido o regime de tributação mais viável, que dentro da legalidade, possibilite reduzir o pagamento de tributos. Além disso, é preciso - de acordo com as particularidades da empresa - ter cautela no planejamento tributário, pois são diversas as variáveis que podem ou não tornar adequado um regime de tributação.

9. Documentos do Imóvel

Conforme citamos na dica número 3, a Certidão de Uso de Solo é o primeiro documento que devemos obter para constatar a possibilidade de se instalar em um determinado imóvel, porém não é o único. Se a forma de atuação ou atividade possibilita o uso residencial (somente para fins de correspondência) como sede da empresa, a viabilidade de se regularizar é mais simples, mas se não for esse o caso, é preciso ter Planta Aprovada para Uso Comercial, Habite-se e Auto de Vistoria do Corpo de Bombeiros (AVCB). Lembrando que cada Prefeitura tem suas particularidades na forma de regularizar e fiscalizar as atividades.

10. CETESB

Órgão presente no Estado de São Paulo, atua na fiscalização e licenciamento de atividades que possam causar danos ao meio ambiente. É importante verificar se para o ramo de atuação que se pretende seguir será necessário licenciamento na CETESB.

11. Contrato de Locação

Esse é um item bônus na nossa lista, com o objetivo de alertar que após constituída a empresa, caso seja pago aluguel de Pessoa Jurídica para Pessoa Física, deve-se ficar atento se o valor caracteriza obrigatoriedade de recolher Imposto de Renda Retido na Fonte.

12. Busca da Marca

Assim como o anterior, esse é um item adicional! Quando se pretende ter uma marca, é preciso primeiramente fazer uma busca no site do Instituto Nacional da Propriedade Industrial (http://www.inpi.gov.br/) e verificar a disponibilidade, pois, não será possível proceder com o registro e ser detentor da marca, caso outra pessoa já possua os direitos sobre ela.

Sem generalizar, há gestores empresariais rasgando dinheiro!

O mercado requer uma gestão enxuta e eficiente, esse deve ser o foco do trabalho...

Que a Gestão Empresarial é um grande desafio isso não precisamos sequer discutir, porém, como em qualquer atividade a medida que superamos desafios nos tornamos mais experientes; na administração de uma empresa não é diferente.

A turbulência diária, o apagar de incêndios, faz com que os gestores não tenham tempo para planejar, fazer o dia acontecer eliminando as “travas” que podem com certeza causar sérios problemas a empresa é a função primordial.

Vivi isso durante anos na Gestão Administrativa/Financeira numa indústria, na qual trabalhei 02 anos como Contador e após uma reestruturação assumi a Gerencia Administrativa e Financeira, entretanto, como minha Graduação era em Ciências Contábeis e a essa formação adicionei uma Pós em Contabilidade Gerencial e Controladoria e também MBA em Gestão Empresarial, com certeza enriqueci meus conhecimentos e foi o que me deu grande base para fazer com que a empresa fosse além de simplesmente “funcionar”.

Quando se tem a cultura de “ler” informes gerenciais e mais do que ler, desenvolver informes (relatórios) para acompanhar a gestão, essa técnica é fundamental para o bom desempenho das atividades, a medida que passamos a ter parâmetros (mês a mês) é possível então moldar e definir onde se quer e pode chegar; mas não e somente isso que vai resolver a questão da gestão.

Hoje atuo como Consultor Administrativo e Financeiro em diversas empresa e nos mais diversos segmentos (Indústria, Comércio, Serviço), e posso dizer com segurança que com os poucos mais de 30 anos, sendo 20 deles passando por empresas de grande e médio porte, em cada uma delas assumindo desafios diferentes e mais robustos, toda essa vivência que com certeza me trouxe “noites em claro” e muito stress, me ajudou muito profissionalmente, me privou de muitos momentos de laser, mas como recompensa me preparou para o desafio de poder ajudar gestores e empresários, no que diz respeito a gestão empresarial.

Quanto se esta fora da gestão, é possível identificar oportunidades que muitas vezes é passada despercebida dentro das empresas, oportunidades de negócios, condições melhores de preços e custos, possibilidades de se eliminar atividades ou substituí-las por tecnologia, além é claro de avaliar a capacidade técnica e comportamental da equipe.

Muitas empresas que pela necessidade acabam “escalando” pessoas de confiança para realizar a gestão (não estou dizendo que estão erradas) e esperam resultados que são quase impossíveis de serem obtidos, pois não há como ter os melhores resultados apenas com a boa vontade, é necessário mais que isso. Experiência, ser crítico, muitas vezes saber se colocar no lugar do outro, saber liderar e o mais importante executar (após planejar, não por impulsão).

Exemplificando com um “case”: recentemente num dos clientes, estávamos renegociando o alongamento de um Passivo com um fornecedor expressivo, nosso Fluxo de Caixa estava muito apertado e não tínhamos outra alternativa, o fornecedor que se colocou como um “grande parceiro”, após a rodada de negociação se prontificou em nos enviar um contrato com a devida proposta; ocorre que a proposta apresentada transformava uma dívida em 06 parcelas para uma nova em 24 parcelas com juros até que aceitos no mercado, o que agradou a todos os participantes; como temos de costume, a validação de operações especiais, tive que dar meu aval, foi então que identifiquei que os juros inseridos no primeiro contrato não haviam sidos retirados para então ser feito a segunda proposta, ou seja, antes de realizar o cálculo dos juros deveriam trazer os valores negociados ao Valor Presente (os conhecedores da técnica me entendem), após essa contestação a proposta voltou ao fornecedor para ser “corrigida”, e ao retornar a empresa, trouxe uma redução de pouco mais de 17%, um percentual relevante e se aplicarmos ao valor que estávamos discutindo era mais significante ainda, e o pior, no calor da necessidade e da pressão para se “bater o martelo” na negociação, estava passando por todos.

Esse é mais um dos casos que carrego para mostrar que a “frieza” trazida pela experiência de passar por pontos semelhantes em vários clientes e empresas que trabalhei, o trabalho de Consultoria e Assessoria Empresarial nos faz ver pontos da gestão empresarial de maneira diferente.

O foco é melhorar os resultados empresariais.

Com certeza podemos ser úteis a sua empresa.

 

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Por: Walber Almeida Xavier de Sousa – é Diretor da AXS Consultoria Empresarial,